Projeto BRASIL… FORTE ABRAÇO!
FORTIFICAÇÕES COLONIAIS DO BRASIL
indicadas para o PATRIMÔNIO MUNDIAL
OBJETIVO: Apoiar a indicação de um conjunto de 19 fortificações coloniais para o Patrimônio Mundial pela UNESCO
Ilustrações: quadros óleo sobre tela de Cristine Carbone
Por elas veremos o BRASIL edificado
1 – Forte de Coimbra, Corumbá, MS, 1775
Com a assinatura dos tratados de Madrid (1750) e de Santo Idelfonso (1777) a região do Pantanal foi fortificada, repelindo ataque espanhol no início do Século XIX (1802). Durante a Guerra do Paraguai (1864 a 1870), o Forte teve papel fundamental nas batalhas travadas na maior planície alagada do mundo. Possui diversos atrativos, dentre os quais, uma gruta e um “observatório natural” na crista do morro, com ampla vista sobre a região pantaneira. Abriga um Pelotão do 17º Batalhão de Fronteira. Tombado pelo Iphan em 1974.
2 – Forte Príncipe da Beira, Costa Marques, RO, 1783
Considerada uma das maiores fortificações portuguesas abaluartada fora da Europa, fruto da política pombalina de limites entre as coroas portuguesa e espanhola na América do Sul. Foi inaugurado em 1783 para consolidar os limites territoriais na fronteira oeste do Brasil, definida pelos tratados de Madrid (1750) e de Santo Idelfonso (1777). Abandonada durante muitos anos, hoje abriga no seu entorno o 1º Pelotão Especial de Fronteira. Tombado pelo Iphan em 1950.
3 – Fortaleza de São José, Macapá, AP, 1782
A fortificação tem origem no dia do padroeiro, São José, tendo ocupações anteriores de irlandeses, britânicos e franceses destruídas pelos portugueses na Foz do Amazonas. A ocupação portuguesa sofreu dois reveses pelos franceses (uma em 1838 e outra em 1895), mas a posse definitiva foi resolvida por meios diplomáticos. Atualmente é administrada pela Fundação Museu Fortaleza de São José de Macapá, do Governo do Estado. Tombado pelo Iphan em 1950.
4 – Forte dos Reis Magos, Natal, RN, 1598
Teve início no Dia dos Reis (6/1/1598), antecedendo a fundação da cidade de Natal (1599). Diferencia-se dos demais fortes do Brasil pelos seus conceitos construtivos. Ativo ao longo dos séculos, encerrou suas atividades militares aquartelando tropas durante 2ª Guerra Mundial. Atualmente integra um conjunto urbanístico de grande expressão artística e histórico-cultural da cidade de Natal. Tombado pelo Iphan em 1949.
5 – Forte de Santa Catarina, Cabedelo, PB, 1585
A construção primitiva teve a invocação de Santa Catarina de Alexandria e homenagem à Duquesa de Bragança. Destruído pelos nativos (1590) com apoio de corsários franceses, oi reconstruído pelos portugueses, pelos holandeses (1637) e novamente pelos portugueses em 1655 e 1700. Após longo período de abandono, (1902/1992), passou a ser administrada pela Fundação Fortaleza de Santa Catarina. Tombado pelo Iphan em 1938.
6 – Forte São Tiago (Cinco Pontas), Recife, PE, 1630
Sua construção inicial, em taipa com cinco baluartes, tinha por objetivo proteger o porto, a “barreta dos afogados” e as cacimbas de água. Foi a última fortificação reconquistada pelas tropas luso-brasileiras, sendo mantido sob cerco pelos moradores de Pernambuco entre 1630 e 1635. Ali foram elaborados os termos da rendição das tropas holandesas. e reconstruído em pedra e cal, com 4 baluartes. Hoje abriga o Museu da Cidade do Recife. Tombado pelo Iphan em 1938.
7 – Forte de Santa Cruz de Itamaracá, Itamaracá, PE, 1631
Construído pela Companhia das Índias Ocidentais (holandesa), com o nome de Forte Orange, testemunhou as lutas pelo domínio da Capitania de Pernambuco, no segundo quartil do Século XVII. Restaurado logo após a capitulação holandesa, adotou o nome atual. Recebeu recentemente singular trabalho de Arqueologia (UFPE) finalizado com a visita demonarcas dos Países Baixos. Restaurado pelo IPHAN, hoje encontra-se sob administração da Prefeitura de Itamaracá. Tombado pelo Iphan em 1938
8 – Forte de São João Batista do Brum (Recife, PE, 1595)
A origem do Forte remonta a 1595, erguido por corsários ingleses (James Lancaster). Porém, sua história está relacionada a ação do holandês Schans de Bruyne, em 1630. Foi construído em posição privilegiada para a defesa do Porto do Recife. Tornou-se um dos principais pontos de resistência ao cerco das forças luso-brasileiras à ocupação holandesa, entre 1630 e 1635. Atualmente abriga um museu militar administrado pela 7ª Região Militar. Tombado pelo Iphan em 1938
9 – Forte de São Marcelo (Salvador, BA, 1650)
Foi construído sobre um banco de arrecifes pelos portugueses, para resistência às invasões holandesas e ataques de piratas. Com formato circular, influenciado pelo desenho de Forte Bugio no pós-praia do Rio Tejo, a sua construção foi prolongada até século XVIII. É um dos poucos exemplares de fortificação circular ainda existente no País. Atualmente é administrado pelo IPHAN. Tombado pelo Iphan em 1938.
10 – Forte de Santo Antônio da Barra, Salvador, BA, 1549
A singular posição estratégica foi inicialmente abandonada por causa da resistência nativa. O Forte foi reconstruído em pedra e cal, no formato hexagonal, no início do período da União Ibérica (1580-1640). Atuou contra os corsários ingleses e holandeses, marcando assim a história da cidade de Salvador, no final do Século XVI e início do Século XVII. Capitaneava o sistema de defesa de Salvador, com os fortes Santa Maria e São Diogo a ele subordinados. Atualmente, funciona como um museu naval da Marinha do Brasil. Tombado pelo Iphan em 1938.
11 – Forte N Sra do Monte Serrat, Salvador, BA, 1582
Tem projeto arquitetônico de transição com algumas características de castelo medieval adaptado para uso de canhões. Atuou contra os corsários ingleses e holandeses nos séculos XVI e XVII e foi ocupado (1624) pela frota da Companhia Holandesa das Índias Ocidentais. Tornou-se um ponto de resistência holandesa aos cercos da milícia da Bahia. Atualmente é administrado pela 6ª Região Militar. Tombado pelo Iphan em 1937.
12 – Forte de São Diogo, Salvador, BA, 1625
A área da pequena fortificação, com amplo domínio sobre a Baía de Todos os Santos, foi ocupada no início do Século XVII (1625), mas somente em 1694 recebeu o formato semicircular atual. Fazia parte do complexo de defesa colonial da capital da Bahia. Atualmente abriga projetos diversificados e está sob administração da 6ª Região Militar. Tombado pelo Iphan em 1959.
13 – Forte de Santa Maria, Salvador, BA, 1652
Erguido logo após a expulsão dos holandeses por uma frota com mais de dez mil soldados (espanhóis, italianos e portugueses), fazia parte do sistema capitaneado pelo Forte da Barra. A arquitetura atual é de 1694, com traços típicos da Bahia. Foi reconstruído em 1694 e hoje abriga projetos culturais, sob responsabilidade da 6ª Região Militar. Tombado em 1938.
14 – Fortaleza de Santa Cruz, Niterói, RJ, 1578
Começou a ser erguida em 1578, como principal ponto de defesa da entrada da Baía de Guanabara. No início do século XVIII, tornou-se a maior fortaleza da América Portuguesa e sua construção irregular é um testemunho de diferentes estilos arquitetônicos. Faz parte de um complexo sistema defensivo que se expandiu até o Século XX. Atualmente abriga o Comando da Artilharia Divisionária/1 e mantém um singular sistema de visitação pública. Tombado pelo Iphan em 1939.
15 – Fortaleza de São João, Rio de Janeiro, RJ, 1565
São Sebastião do Rio de Janeiro foi fundada em 1565 por Estácio de Sá, com esquadra procedente do Forte São João de Bertioga, Capitania de São Vicente. Mas, somente dois anos depois (1567) conseguiram expulsar os calvinistas que haviam fundado a França Antártica (1554), garantindo assim, a unidade territorial do Brasil. Hoje abriga o Centro de Capacitação Física do Exército, a Escola Superior de Guerra e o Museu do Sítio Histórico. Tombado pelo Iphan em 1936.
16 – Forte de São João, Bertioga, SP, 1551
Construído em 1532, de forma rudimentar, na embocadura do Canal de Bertioga, recebeu no lado oposto, o Forte São Felipe (1557), substituído pelo Forte São Luiz (1770). Recebeu Alvará Régio de 25/06/1551 e, em 1565, Estácio de Sá partiu de Bertioga para expulsar os calvinistas franceses da Baía de Guanabara. Foi reconstruído em 1750 e hoje é museu administrado pela Prefeitura Municipal de Bertioga. Tombado pelo Iphan em 1940.
17 – Fortaleza de Santo Amaro da Barra Grande, Guarujá, SP, 1584
Foi construído a partir de 1584, no início do longo período da União Ibérica (1580-1640), com desenho do arquiteto militar italiano Bautista Antonelli, da esquadra do almirante Diego Flores de Valdés. Foi o “hub” do sistema defensivo do Porto de Santos até 1902, quando foi substituída pela Fortaleza de Itaipu. Atualmente abriga o Museu Histórico Fortaleza da Barra, administrado pela Prefeitura Municipal de Guarujá. Tombado pelo Iphan em 1964.
18 – Fortaleza de Santa Cruz de Anhatomirim, Governador Celso Ramos, SC, 1740
Sua construção foi fundamental para a defesa da Capitania de Santa Catarina, como “hub” de um amplo sistema de defesa de Florianópolis. Até meados do Século XX, abrigou tropas militares e funcionou também como hospital e local de quarentena durante as epidemias de doenças contagiosas. Possui diversas construções militares e um portão monumental em estilo oriental. A fortificação colonial é administrada pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).
19 – Fortaleza de São Antônio de Ratones, Florianópolis, SC, 1740
Construída durante a implantação da Capitania de Santa Catarina, para a defesa da barra norte da ilha que abriga a cidade de Florianópolis. Junto com a Fortaleza de Anhatomirim, apoiou as lutas contra os colonizadores espanhóis vindos do Sul do continente. Atualmente a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) desenvolve no local, diversos programas educacionais e culturais e de visitas abertas ao público. Tombado pelo Iphan em 1938.
“O maior assombro da nossa História é a unidade nacional” Alceu de Amoroso Lima
E tudo começou na Capitania de São Vicente, nos idos de 1532, numa estreita a alongada planície costeira, outrora coberta pela Mata Atlântica.
Recife e Belém foram outros dois polos de irradiação geográfica, tendo Salvador e Rio de Janeiro como polos de ações políticas., hoje concentradas em Brasília, DF.
PERTENCIMENTO
Pretende-se, com esta breve apresentação iconográfica, divulgar o valor simbólico das fortificações coloniais que permeiam o vasto perímetro do Brasil, sobrevivendo ao longo passar dos séculos, às intempéries e, por vezes, ao terrível abandono.
Projeto EDUCAÇÃO PATRIMONIAL: Fortes, fortalezas e integração nacional


















